José Viña, médico especialista em longevidade: 'A barriguinha dos 30 anos se deve ao fato de a pessoa já estar envelhecendo, e não ao que se diz sobre a felicidade de se casar'
Publicado em 3 de setembro de 2026 às 12:31
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Embora os efeitos só sejam visíveis muitos anos depois, o processo de envelhecimento começa a partir dos 30 anos
José Viña, médico especialista em longevidade: 'A barriguinha dos 30 anos se deve ao fato de a pessoa já estar envelhecendo, e não ao que se diz sobre a felicidade de se casar' José Viña explica por que a barriga depois dos 30 pode estar relacionada ao processo de envelhecimento do corpo Barriga aos 30 anos: especialista em longevidade revela o que pode estar por trás da chamada 'curva da felicidade' Aos 63 anos, Marcello Novaes exibiu abdômen definido José Viña, especialista em envelhecimento, alerta que os cuidados com a saúde devem começar já a partir dos 30 anos

Durante anos consideramos válida uma explicação bastante simples para uma mudança que muitos começam a notar ao chegar aos 30 anos: a barriguinha que aparece depois de casar ou ao ir morar junto. É o que conhecemos como a curva da felicidade — aquela gordura abdominal que começa a se acumular na região da cintura e que costuma ser associada a praticar menos exercícios, aproveitar a boa comida e a um certo relaxamento dos hábitos saudáveis.

No entanto, José Viña, professor catedrático de Fisiologia da Universidade de Valência e especialista em envelhecimento e longevidade, propõe uma explicação bem diferente. Em entrevista ao La Vanguardia por ocasião do lançamento do seu livro A ciência da longevidade (Sinequanon), ele afirma que essa barriga que começa a despontar por volta dos 30 anos não tem a ver com o casamento, mas sim com o próprio processo de envelhecimento.

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Durante a entrevista, Viña alerta que a barriguinha da felicidade não surge por causa do casamento. Para o especialista, esse acúmulo de gordura aparece "porque você passou dos 30 anos e o processo de envelhecimento já está começando". Por volta dessa idade, explica ele, o organismo se estabiliza e entra em uma etapa diferente da juventude, independentemente de a pessoa morar sozinha, em casal ou ter se casado há uma semana.

É uma ideia que causa estranhamento, principalmente porque aos 30 ninguém se sente velho. Viña conhece bem essa resistência: "As pessoas aos 30 anos estão prestando concurso público, trabalhando 13 horas por dia em uma empresa de jornalismo, saindo para a balada três noites por semana, e não percebem que é preciso começar a se cuidar já". 

O envelhecimento, reforça durante a entrevista, não dá sinais com sintomas imediatos. Ele age em silêncio durante anos antes que suas consequências sejam notadas.

O processo não é uma subida constante, tem trechos mais íngremes

Uma das teses que Viña defende em seu livro é que o envelhecimento não avança a um ritmo constante dos 30 até o fim da vida. Há fases em que ele se acelera de forma perceptível, e ele destaca duas: por volta dos 40 e novamente perto dos 60.

Na mesma linha atua Ángel Durántez, outro especialista em longevidade que situa por volta dos 44 anos um ponto de inflexão semelhante, o que sugere que essa ideia de um envelhecimento "em etapas" começa a ganhar força entre os pesquisadores da área. A consequência prática disso tudo é simples: quanto mais cedo se começar a cuidar do corpo, melhor se chega a esses momentos de aceleração.

Os danos chegam tarde, mas as causas começam cedo

Há um exemplo que Viña utiliza para explicar por que é tão difícil levar o envelhecimento a sério quando se é jovem: o cigarro. "Se você fuma aos 30 não tosse, mas aos 45 já começa a tossir e aos 60 tem mais risco de câncer", explica. Os efeitos se acumulam de forma invisível durante décadas antes de se manifestarem, e esse intervalo entre causa e efeito é, segundo ele, o principal motivo pelo qual a prevenção quase sempre chega tarde demais. "Os danos aparecem na velhice, na maturidade, mas as causas desses danos acontecem antes", pontua. Dito assim parece óbvio, mas é exatamente o que a maioria das pessoas ignora enquanto é jovem.

Nutrição, exercício, sono e uma ajuda extra

Durante a entrevista, ao falar sobre os hábitos que ajudam a combater o envelhecimento, Viña coloca a nutrição no mesmo patamar dos exercícios físicos, seguida pelo controle do estresse e por um sono adequado.

 Sobre a suplementação, explica que a ingestão ideal de vitaminas e minerais é difícil de atingir apenas com a alimentação; por isso, para a população geral, recomenda um multivitamínico e multimineral básico que supra as carências que não costumam aparecer em exames de rotina.

Já em relação aos idosos, ele destaca um dado importante: 40% da população europeia com mais de 65 anos apresenta deficiência de proteínas — quadro que um profissional de saúde pode corrigir por meio de uma suplementação bem orientada.

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Por Clara Espíndola | Colaboradora | TV, beleza e famosos
Viciada em novela desde criança, Clara é apaixonada por beleza, criada no teatro e troca qualquer programa por uma boa noite de fofoca.
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Bem-estar Saúde Beleza madura Curiosidades